08/04/2026 ás 08:41:33
19 milhões de consumidores sofreram golpes financeiros ou alguma tentativa de fraude nos últimos 12 meses, aponta CNDL / SPC Brasil
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A cada dia surgem novos golpes financeiros que exigem do consumidor atenção e cuidado constantes. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, mostra que 50% dos entrevistados sofreram alguma fraude ou alguma tentativa de fraude em instituições financeiras nos últimos 12 meses que antecederam a pesquisa, representando aproximadamente 18,8 milhões de consumidores.

O principal tipo de golpe foi o pagamento adiantado de um benefício ou bem, que nunca recebeu (7%). Outros golpes incluem transferência de dinheiro para compra de produtos em anúncios falsos postados em redes sociais clonadas de amigos e/ou conhecidos (6%), transferências de dinheiro para falsos conhecidos (5%). Invasão de contas em lojas online e compra com o cartão cadastrado (5%) e clonagem de cartões (4%) completam o topo do ranking.

“A ascensão dos bancos digitais eliminou as filas, mas também eliminou o tempo de reflexão que existia nas transações presenciais. Hoje, uma fraude acontece em segundos porque o sistema é feito para ser instantâneo. Essa nova realidade demanda um ‘freio de segurança’ por parte do consumidor. Não é sobre ser contra a tecnologia, mas sobre entender que a mesma palma da mão que faz um Pix em dois cliques, também pode entregar todo o seu patrimônio se você não tiver camadas de proteção e um olhar atento a links e mensagens suspeitas”, alerta o presidente da CNDL, José César da Costa.

As abordagens mais comuns de aproximação dos criminosos foram o envio de links falsos para pagamento de produtos (17%), seguidos por boletos falsos de contas de consumo, como luz e celular (9%), e tentativas de indução ao PIX por alguém se passando por um conhecido (6%).

O consumidor reage com cautela: 49% desconfiam de contatos estranhos, ligações de números de outros estados, ou mensagens de pessoas não reconhecidas, 45% suspeitam de promessas de “dinheiro fácil”, 42% desconfiam de ofertas de produtos e serviços com preços muito abaixo do mercado, e 42% não acessam sites que não consideram confiáveis.

Depois do ocorrido, 88% das vítimas buscaram proativamente uma solução. A negociação direta com a instituição (31%) é a primeira escolha, superando o boletim de ocorrência (26%) e o contato com a operadora do cartão (24%).

28% afirmam não ter conseguido recuperar o dinheiro perdido com a fraude

De acordo com o estudo, a maioria (63%) conseguiu recuperar o dinheiro, sendo que 23% apenas uma parte e 19% o valor total somado a danos morais. O prejuízo é persistente para 28%, que não tiveram qualquer ressarcimento.

A fraude gera um efeito cascata: 34% das vítimas foram negativadas em decorrência do golpe. 51% contrataram ajuda profissional (advogado ou empresa). Desses, apenas 28% resolveram o problema definitivamente, enquanto 10% seguem em busca de uma solução. 49% optou por caminhos independentes, e não recorreram a auxílio profissional.
“A segurança financeira no ambiente digital exige um comportamento preventivo e o uso estratégico das ferramentas que os bancos, instituições financeiras e lojas na internet já oferecem. Recomendamos que o consumidor priorize sempre o cartão virtual para compras online e utilize a biometria em seus aplicativos, criando camadas extras de proteção. Além disso, é fundamental desconfiar de mensagens com senso de urgência e nunca realizar transações bancárias em redes Wi-Fi públicas, priorizando sempre os dados móveis para evitar interceptações de dados”, destaca Costa.

METODOLOGIA

  • Público-alvo: internautas das 27 capitais brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, de todas as classes econômicas (excluindo analfabetos).
  • Método de coleta: pesquisa realizada via web e pós-ponderada por sexo, idade, renda e escolaridade.
  • Tamanho amostral: 600 casos e pós ponderada considerando as capitais do país e perfil. Margem de erro no geral de 4,0 p.p. para um intervalo de confiança a 95%.
  • Data de coleta: 02 a 09 de janeiro de 2026.
Fonte: CNDL Brasil
Escrito por: CNDL Brasil