A busca por crédito do brasileiro registrou crescimento de 47,75% em julho de 2026 em relação a julho de 2025. O indicador, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), aponta ainda que o volume de consultas realizadas pelo setor financeiro no Brasil cresceu 8,37 na passagem de junho para julho deste ano.

Analisando o perfil do consumidor que buscou crédito no Brasil em julho, nota‐se que o público predominante é o masculino, com participação de 53,81%. Na abertura por faixa etária, o público com participação mais expressiva foi de 40 a 49 anos, que representou 24,17% do total.

Do público consultado, 3,41% contratou algum serviço de crédito. Os dados mostram que desse público, 89,34% contratou Empréstimo e 8,79% contratou Financiamento, totalizando 98,13%.

“O crédito desempenha um papel fundamental para a movimentação da economia e a realização de projetos das famílias brasileiras, mas a alta incidência de restrições financeiras e de inadimplência acaba funcionando como uma forte barreira, dificultando significativamente o acesso da população a novas linhas de financiamento e empréstimo”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.
Observando a abertura por grupos financeiros que realizaram consultas em julho, o grupo com participação mais expressiva no Brasil foi Intermediação monetária depósitos à vista (35,35%), seguido por Atividades auxiliares dos serviços financeiros (24,00%), que totalizam 59,35% das consultas.
No momento da consulta, 38,48% dos consumidores possuíam alguma restrição ativa.

Abrindo os resultados por região, o Sudeste apresentou a maior participação no número de consultas em julho, com 45,74%, seguido pelo Nordeste (21,47%), Sul (17,46%), Centro‐Oeste (8,49%) e Norte (6,84%).

“Manter as contas em dia tem se tornado um desafio constante para as famílias, e, nesse cenário, a alta inadimplência acaba encarecendo ainda mais o crédito oferecido no mercado. Por isso, é fundamental que o consumidor redobre a atenção e só busque novas linhas de financiamento após uma análise criteriosa do seu orçamento, evitando comprometer a própria saúde financeira”, alerta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior.